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sábado, 15 de março de 2014

"O teu cabelo não nega" de Lamartine Babo e Irmãos Valença (1931)



O teu cabelo não nega mulata
Porque és mulata na cor
Mas como a cor não pega mulata
Mulata eu quero o teu amor

Tens um sabor bem do Brasil
Tens a alma cor de anil
Mulata mulatinha meu amor
Fui nomeado teu tenente interventor

Quem te inventou meu pancadão
Teve uma consagração
A lua te invejando faz careta
Porque mulata tu não és deste planeta

Quando meu bem vieste à terra 
Portugal declarou guerra 
A concorrência então foi colossal 
Vasco da gama contra o batalhão naval

Video: Castro Barbosa 

domingo, 15 de setembro de 2013

"Portugal" de Brenno Reis e Marco Viola


Você sonhava em estudar em Portugal
Eu te apoiei falei que ia ser legal
Mas deu medo quando eu vi você se afastar de mim

Fiquei aqui esperando você voltar
Eu vi os anos passando bem devagar
Guardei meus beijos e desejos pra te entregar

Depois de 5 anos você me telefonou
Pra me contar que sem querer se apaixonou
Pediu desculpas e falou pra não te esperar

A minha sorte é que ninguém morre de amor
Mas eu preciso de um último favor
É coisa rápida eu não quero te incomoda

- Eu estou em Lisboa no aeroporto e não sei voltar

Video: Youtube 

sexta-feira, 15 de março de 2013

"Saudade de Portugal" dos Trem da Alegria


A minha mãe foi com meu pai pra Portugal
E de presente ela me trouxe uma canção
Eu não sei como se leva essa dança
Mas tem alguma coisa que vai lá no coração

O meu vizinho Manoel é português
É carrancudo e como sempre a resmungar
Quando eu botei o tal do disco na vitrola
De repente ouvi uma voz que vinha do 2º andar

Lalaia laia laia
Lalaia laia laia

Seu Manoel batia palmas
Dava pulos nos tormentos
Não queria mais parar

(...)

Video: Youtube 

terça-feira, 15 de novembro de 2011

"Portuga" de Cazuza e Orlando Moraes


Eu sou um "portuga" burro
E tenho mil caravelas na cabeça
Juntou com preto e com índio
Mas no fundo é "portuga"
Com seus sonhos de mar
Seu destino de fado
A eterna espera na praia
E a coragem de enfrentar tormentas

Eu sou "portuga" com meu dinheirinho contado
E meu gosto pela desgraça
Pelo meu corpo peludo
Pelo meu amor pelo acaso
Vou ter um dia uma mulher valente
Que vai ser a leoa da casa
E Portugal, África e Brasil
Vão ser uma grande comunidade

Se fala mais português que japonês, sabiam?
Se fala mais português que japonês, sabia?
E a gente vai se impor no mundo
O vinho, o fado, o porto
Sou triste, quase um "portuga" triste
Mas as vezes bebo e danço
E sou doce como um toucinho do céu

Portugal, meu útero
Acorda com os teus filhos
E vamos embarcar de novo
Nas novas caravelas
Vamos dominar o mundo
Só que de um modo mais belo
Só que de um modo mais belo

A liberdade já chegou em Angola
E vai chegar no Brasil
Mistura a culpa do teu fado
Com a alegria que veio da África
Mas, "portugas", esqueçam
Esse destino de fado
Mas, "portugas", esqueçam
Esse destino de fado

É preciso mudar e lutar
Eu acredito na força do português
No mundo do português burro no mundo
Porque a grande piada é o Brasil

terça-feira, 17 de maio de 2011

"Os portugueses deixam a língua nos trópicos" de Secos e Molhados (2000)


Um pedaço de pátria livre com minhas veias atlânticas
No mapa mestiço do meu corpo negro ou brasileiro
A mesma face enterrada no chão português da ibéria
E a mesma alma oceânica a caminho dos ventos

A mesma língua por dentro da língua falada nos espaços
Recônditos da alma morena dos antepassados recíprocos
Todos comuns ás virgens desfloradas pelos homens sem cor
Que punham lantejoulas no céu de cada ventre tropical

Ao sul das lânguidas praias margens da misteriosa atlântida
Quilhas rasgando os vendavais de cada aventura sem destino
Aí nasceram as bocas astrais para os signos dos deuses
Criando a mitologia dos afogados ao leme dos tempos

Resta essa lusíada chama agora liberta nas plagas continentais
Onde fermenta o sol no sal das obtusas claridades das sombras
Gerando a palavra nos corações misturados nos abismos das raças
Onde as pirâmides assinalam os sarcófagos do meu povo

Povo triturado pelas esferas e os cata-ventos imperdoáveis
Das bruxas que urdiram o maligno feitiço do império
E agora mortas expelem nas marés as fétidas fezes da história
Uma história que é preciso começar outra vez de zero

Um pedaço de pátria livre com essa chama lusíada
Líquida chama nos lábios de um futuro sem abortos
Expressão dos ventres da gestação austral
Ou das pequeninas ilhas dos golfos crioulos

Um beijo na boca do universo um beijo africano
Principalmente africano e brasileiro
Do zero ao êxtase um beijo íngreme na boca
Das líquidas palavras da mesma língua cósmica

Será uma fusão de asas salgadas pelas marés claras
Das praias assinaladas pelas âncoras ancestrais
E a mesma viagem andrógina dos bissexos da mesma pele
Desfraldando as bandeiras miscigenadas pelas lantejoulas

Um pedaço de pátria das pátrias procriadas
No mesmo verbo ardente de lírica melodia
Cantando amanhã as palavras somadas
Pelas gentes que esta língua em si mesmo procria

Meu sangue diluído nos poros do teu ser
Esse meu estar no mundo na tua pele sem cor
Colhendo os brasis nas selvas africanas
E as áfricas semeando no reino dos algarves

Quem será esse filho do grávido futuro
Que a tua boca oferece ao beijo redimido
Fecundado pelos séculos no mesmo chão sem pátria
Das pátrias do meu verbo do teu verbo nascido

Um pedaço uma gota uma única gota
Do teu perfil mestiço projetado nos astros
Singrando mares siderais á procura de rota
Os mares os mesmo mares nunca antes navegados

Que os despojos da história voltem ao restelo
Mas que essa chama livre para sempre viva
Num pedaço de pátria múltipla pátria amada
Feita de mil pedaços da alma do meu povo

Português em macau ou brasileiro em luanda
Africano da bahia ou crioulo europeu
Quando falas eu sei que nasceste de mim
Quando em mim nascias do meu pai do teu pai

Português infeliz nas andanças andadas
Palmilhou cicatrizes no rosto do tempo
E não sabe o que fazer das encruzilhadas
Nem das cruzes que pôs nas vertentes oblíquas

Português sem o gesto da própria mão direita
Decepadas nos becos das entranhas marinhas
(poentes de navalhas em horizontes mortos)
Com a vida esvaída nas correntes submersas

Português carregando os crepúsculos pesados
De uma podre velhice para estrumar a europa
Enforca-te no mar e nos próprios cabelos
Mas não morras deitado na cama da ibéria

Português que furaste os olhos ardentes
Para veres os confins dos confins da aventura
Não desistas agora das auroras urgentes
E volta para casa para nasceres de novo

terça-feira, 15 de março de 2011

"Lisbon" dos Angra


Everynight I say a prayer
Look at me: nobody cares
Just a mirror, passing by...
Looked inside:
I've lost my pride!
Stay with me not for so long
It's alright: no needs, no hope
Such a miracle,
looking back...
Times gone by,
and life wasn't bad...!
Lord, light my way
Fill these withered,
careless hands...
Oh, skies are falling down
Skies are falling down
Oh, skies are falling down
Skied are falling down
See, the birds are back...
At the docks and everywhere
Here in Lisbon, realized
This whole world
so strange and divine
Lord, light my way
Fill these withered,
careless hands...
Oh, skies are falling down
Skies are falling down
Oh, skies are falling down
Skied are falling down

terça-feira, 15 de setembro de 2009

"Portugal, meu avozinho" de Manuel Bandeira e Moraes Moreira (versão: Olivia Hime)


Como foi que temperaste,
Portugal, meu avozinho,
Esse gosto misturado
De saudade e de carinho?

Esse gosto misturado
De pele branca e trigueira
- Gosto de África e de Europa,
Que é o da gente brasileira?

Gosto de samba e de fado,
Portugal, meu avozinho,
Ai Portugal que ensinaste
Ao Brasil o teu carinho!


Tu de um lado, e do outro lado
Nós... No meio o mar profundo...
Mas, por mais fundo que seja,
Somos os dois de um só mundo

Grande mundo de ternura,
Feito de três continentes
Ai, mundo de Portugal,
Gente mãe de tantas gentes!


Ai Portugal de Camões,
Do bom trigo e do bom vinho

Que nos deste, ai avozinho
Esse gosto misturado,
Que é saudade e que é carinho


(Manuel Bandeira - Moraes Moreira)

segunda-feira, 15 de junho de 2009

"Sai Portugal" de Carlos Lyra


Sai Portugal
Do meu caminho
Tu me fazes tanto mal
Que me fazes sentir sozinho
Ai Portugal! Tanto te quero
Mas quero ficar aqui
A escutar o teu fado
Longe, bem longe de ti, ai!

Guarda Coimbra tua antiga,
Bendita sabedoria
Prefiro gastar no Rio
A minha vida vadia
A minha vida vadia
Ao sol do meu dia-a-dia
O sol do meu dia-a-dia
Na minha vida vadia

Pra mim Lisboa
És solidão
Não tens nem na Mouraria
Luar como este do sertão
Ai! Que me mandem um azulejo
Das sacadas do Alentejo
Ou um cálice de vinho
Das vinhas d'ouro do Minho

Mas não tirem esta magia
Do verde-azul do meu Rio
No meio do mulherio
Da minha vida vadia
A minha vida vadia
Ao sol do meu dia-a-dia
O sol do meu dia-a-dia
E a minha vida vadia

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

"Portugal de navio" - Os Mutantes (1971)


Eu tentei te amar
Mas você não sentiu
Eu tentei te encontrar
Mas você me fugiu
E hoje eu vou te mandar
Pra Portugal de Navio

Enquanto o tempo está passando eu vou tentar parar e me acalmar
Você ainda não me viu de pijama sorrindo, a brincar
Eu vou mudar (sharararara)
Eu vou te amar (sharararara)

Video